Conta de luz mais cara em Minas Gerais: ANEEL aprova reajuste nas tarifas da Cemig
27 de maio de 2026
Resumo: Consumidores mineiros enfrentam novo aumento na conta de energia elétrica após reajuste autorizado pela ANEEL. Entenda os percentuais e como a energia solar pode ajudar a reduzir despesas.
Os consumidores de Minas Gerais passaram a pagar mais pela energia elétrica a partir de 28 de maio de 2026. O reajuste tarifário da Cemig, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), atingiu milhões de residências, estabelecimentos comerciais e empresas atendidas pela concessionária em todo o estado.
A medida representa mais um aumento no orçamento das famílias e nos custos operacionais dos negócios, reforçando a importância do planejamento energético e da busca por alternativas que reduzam a dependência da energia fornecida pela distribuidora.
Qual foi o aumento na conta de luz em Minas Gerais?
De acordo com os índices divulgados pela ANEEL, o reajuste inicialmente aprovado foi de 5,21% para consumidores de baixa tensão, categoria que inclui residências e pequenos estabelecimentos comerciais. Para os consumidores atendidos em média tensão, o percentual informado foi de 9,43%.
Entretanto, a aplicação de recursos provenientes da repactuação das cotas de Uso do Bem Público (UBP) permitiu amenizar parte dos impactos sobre os consumidores. Com a destinação de aproximadamente R$ 73 milhões para a modicidade tarifária, o efeito médio previsto para a baixa tensão foi reduzido para 4,51%.
Segundo a agência reguladora, os principais fatores responsáveis pelo reajuste foram os custos de transmissão e aquisição de energia elétrica, além de componentes financeiros relacionados aos ciclos tarifários da concessionária.
Reajustes na energia elétrica atingem milhões de brasileiros
O aumento autorizado para a Cemig faz parte de um movimento mais amplo de revisões tarifárias no setor elétrico brasileiro. Até o final de maio de 2026, a ANEEL já havia aprovado reajustes para 16 distribuidoras, alcançando aproximadamente 50 milhões de unidades consumidoras em diferentes regiões do país.
Em Santa Catarina, por exemplo, a agência também abriu uma consulta pública para discutir a revisão tarifária da Celesc. A proposta apresentada previa aumentos de 9,32% para consumidores de baixa tensão e 16,91% para aqueles atendidos em alta tensão.
Embora os percentuais variem conforme a distribuidora e a região, os reajustes evidenciam a importância dos custos de energia no planejamento financeiro de famílias e empresas.
Energia solar: uma alternativa para reduzir o impacto dos reajustes
Diante dos constantes aumentos nas tarifas de eletricidade, a geração própria de energia solar fotovoltaica ganha ainda mais relevância. Ao produzir parte ou a maior parte da eletricidade consumida, residências e empresas podem reduzir significativamente os gastos com energia adquirida da concessionária.
Além da economia mensal, um sistema fotovoltaico corretamente dimensionado proporciona maior previsibilidade financeira, aproveitamento de uma fonte renovável e potencial valorização do imóvel.
Vale lembrar que a instalação de energia solar não elimina necessariamente todos os valores cobrados na fatura. Custos mínimos, componentes tarifários, tributos e regras de compensação podem continuar sendo aplicados, conforme o perfil da unidade consumidora e a legislação vigente.
Ainda assim, para quem deseja diminuir a exposição aos reajustes e controlar melhor suas despesas, investir em geração própria pode representar uma decisão estratégica de longo prazo.
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Fonte: Canal Solar, com informações da ANEEL. Notícia original publicada em 27 de maio de 2026.

